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Sindicatos rejeitam proposta de Rodrigo Cunha e negociação salarial trava na Prefeitura de Maceió

Por Política em Pauta com Edivaldo Júnior 22/05/2026 11h11
Por Política em Pauta com Edivaldo Júnior 22/05/2026 11h11
Sindicatos rejeitam proposta de Rodrigo Cunha e negociação salarial trava na Prefeitura de Maceió
Rodrigo Cunha - Foto: Assessoria

A negociação salarial entre a Prefeitura de Maceió e os servidores municipais entrou em impasse após seis sindicatos rejeitarem a proposta de reajuste de 4,30% apresentada pela gestão do prefeito Rodrigo Cunha.

Sem acordo e diante da ausência de novas rodadas de diálogo, representantes das categorias cobram a reabertura imediata das negociações e alertam para o risco de o mês de maio terminar sem definição oficial sobre a data-base do funcionalismo.

Além disso, até o momento, a Prefeitura ainda não enviou à Câmara Municipal o projeto de reajuste salarial, o que amplia a preocupação entre os servidores. A data-base da categoria é maio, e a demora na tramitação tem sido interpretada pelos sindicatos como sinal de estagnação nas tratativas.

A proposta apresentada pela gestão municipal prevê recomposição total de 4,30%, dividida em duas parcelas: 2% em julho e 2,37% em novembro. Além disso, o município propôs o pagamento das progressões acumuladas entre 2023 e 2025 apenas em 2027. O modelo foi rejeitado pelas entidades sindicais, que defendem reajuste linear de 10%, com ganho real acima da inflação e valorização efetiva do funcionalismo.

Para o presidente do Sindspref, Sidney Lopes, a proposta não atende às demandas da categoria. Segundo ele, o percentual oferecido pela administração municipal apenas recompõe perdas inflacionárias, sem garantir ganho real ao servidor.

As entidades sindicais argumentam que o parcelamento ignora a data-base da categoria e posterga direitos acumulados. O discurso é reforçado por estudos apresentados pelos sindicatos, que apontam que o gasto com pessoal do município estaria em torno de 40% da receita corrente líquida, abaixo do limite prudencial de 54% estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Mesmo diante desse argumento, a Prefeitura manteve uma postura considerada conservadora pelos representantes sindicais, o que acirrou a insatisfação.

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