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Alagoano Aldo Rebelo mantém pré-candidatura à Presidência e promete levar disputa contra Joaquim Barbosa à Justiça

Por Política em Pauta 19/05/2026 08h08
Por Política em Pauta 19/05/2026 08h08
Alagoano Aldo Rebelo mantém pré-candidatura à Presidência e promete levar disputa contra Joaquim Barbosa à Justiça
Alagoano Aldo Rebelo - Foto: Divulgação

O ex-ministro alagoano Aldo Rebelo reagiu com negativamente à movimentação do partido Democracia Cristã para substituí-lo pelo ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026.

Em nota divulgada à imprensa e durante entrevista concedida a um podcast, Rebelo afirmou que sua pré-candidatura está mantida e confirmou que pretende judicializar a convenção partidária para garantir o direito de disputar internamente a indicação da legenda.

Segundo Aldo Rebelo, sua escolha como pré-candidato ocorreu após convite formal da direção nacional do Democracia Cristã e está respaldada por um compromisso político firmado com a cúpula da sigla. O ex-ministro afirmou que não aceitará uma mudança conduzida sem transparência e classificou a articulação envolvendo Joaquim Barbosa como uma afronta aos princípios democráticos que, segundo ele, devem nortear as decisões partidárias.

“Minha pré-candidatura à Presidência da República está mantida, conforme convite e compromisso da direção nacional do Democracia Cristã. Candidaturas são projetos coletivos e não de grupos e interesses específicos. Fui escolhido para levar adiante um projeto de união e desenvolvimento do Brasil”, declarou o alagoano.

Em tom de enfrentamento, Rebelo disse que seguirá em campanha e recorrerá à Justiça para assegurar sua participação na convenção nacional da legenda. Para ele, o estatuto partidário garante o direito de disputar o processo interno e a tentativa de mudança unilateral não possui respaldo legal.

“Eu vou manter a minha pré-candidatura. A convenção vai ser judicializada, porque o estatuto garante que eu possa disputar a convenção. Vou permanecer fazendo minha pré-campanha”, afirmou.

O ex-ministro também criticou a forma como a possível filiação de Joaquim Barbosa foi conduzida dentro do partido. Segundo Rebelo, a entrada do ex-presidente do STF ocorreu sem publicidade e sem qualquer debate interno, ao contrário de sua própria filiação, anunciada publicamente no início do ano.

“O presidente do partido apresentou uma alternativa que surgiu de forma secreta. Minha filiação foi pública, assumi compromissos e o partido assumiu comigo. Isso tem força de contrato”, declarou.

A crise interna ganhou força após o Democracia Cristã confirmar a filiação de Joaquim Barbosa e anunciar oficialmente sua pré-candidatura presidencial. A legenda, presidida pelo ex-deputado federal alagoano João Caldas, justificou a mudança afirmando que Barbosa representa uma alternativa mais competitiva diante da baixa performance de Aldo Rebelo nas pesquisas de intenção de voto.

Em nota oficial, João Caldas afirmou que Joaquim Barbosa reúne condições de liderar um projeto nacional de reconstrução institucional. “Sua trajetória honra os valores republicanos e responde ao desejo de mudança da sociedade brasileira”, disse.

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