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Renan cobra investigação sobre ligação de JHC com Master e questiona aporte de R$ 117 mi

Por Assessoria 16/05/2026 08h08 - Atualizado em 16/05/2026 10h10
Por Assessoria 16/05/2026 08h08 Atualizado em 16/05/2026 10h10
Renan cobra investigação sobre ligação de JHC com Master e questiona aporte de R$ 117 mi
Renan Calheiros em Arapiraca - Foto: Assessoria

O senador Renan Calheiros (MDB), presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, cobrou investigação sobre a ligação do ex-prefeito JHC com o caso do Banco Master e questionou a decisão que levou ao aporte de R$ 117 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores de Maceió (Iprev) em letras financeiras da instituição, operação que envolve recursos de aposentados e pensionistas da capital.

Ao comentar o caso, Renan afirmou que o episódio precisa ser apurado e citou informações de que a Polícia Federal teria solicitado autorização ao Judiciário para avançar nas investigações.

“Esse assunto teria que ser investigado. E as informações da semana é que a Polícia Federal pediu autorização ao Judiciário para investigar”, declarou.

O senador classificou o episódio como o mais grave entre os casos envolvendo aplicações no Banco Master, ao destacar que os recursos investidos pertencem ao fundo previdenciário municipal.

“Esse caso é o mais grave, porque foram R$ 117 milhões dos aposentados e pensionistas que foram aportados em letras financeiras do Master.”

Renan também afirmou que os recursos não contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), ampliando a gravidade política do episódio.

“São R$ 117 milhões perdidos, porque esses recursos não têm a garantia do FGC.”

Na declaração, o senador direcionou a cobrança diretamente a JHC e questionou a decisão da gestão municipal de realizar a operação.

“Então o prefeito precisa dar essas explicações, por que é que naquele momento, quando todo mundo sabia que o banco iria quebrar, ele aportou esse dinheiro do Iprev, que é o Fundo de Previdência da Prefeitura de Maceió.”

Presidente da CAE, Renan também comparou o caso de Maceió com outras operações envolvendo o Banco Master para dimensionar o tamanho da controvérsia.

“Foi o maior investimento proporcionalmente de todo o país. Esses R$ 117 milhões é maior proporcionalmente do que o R$ 1 bilhão do estado do Rio de Janeiro e maior também do que os R$ 400 milhões do estado do Amapá.”

A fala reforça a pressão política sobre JHC em um caso que ganhou dimensão nacional e ampliou questionamentos sobre a gestão dos recursos previdenciários da capital. Ao colocar a necessidade de investigação no centro do debate, Renan eleva a cobrança por explicações sobre uma operação que atinge diretamente aposentados e pensionistas.

“Então a sociedade quer saber por que isso aconteceu, porque o prejuízo já está irreversivelmente feito”, concluiu.

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