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Com baixa popularidade, Edilza Alves ignora acordo com o MPE e estoura prazo de nomeação de concursados em Lagoa da Canoa

Por Política em Pauta 23/01/2026 07h07 - Atualizado em 23/01/2026 09h09
Por Política em Pauta 23/01/2026 07h07 Atualizado em 23/01/2026 09h09
Com baixa popularidade, Edilza Alves ignora acordo com o MPE e estoura prazo de nomeação de concursados em Lagoa da Canoa
Edilza Alves, prefeita de Lagoa da Canoa - Foto: Redes Sociais

Frustração. Esse é o sentimento que tomou conta dos candidatos aprovados no concurso público da Prefeitura de Lagoa da Canoa, que amargam a espera da nomeação em seus respectivos cargos. É que a gestão municipal, comandada pela prefeita Edilza Alves, assumiu, no dia 24 de julho de 2025, um compromisso formal com o Ministério Público de Alagoas de convocar os aprovados em até seis meses, o prazo vence amanhã, dia 24 de janeiro, sem que nenhuma nomeação tenha sido realizada.

Além da não convocação, outro compromisso firmado junto ao MPE/AL também foi ignorado: o prazo para atualização do Portal da Transparência. O município havia se comprometido a regularizar, em até 60 dias, as informações sobre servidores, cargos vagos, contratações temporárias e movimentações de pessoal, mas até o momento não há qualquer atualização efetiva.

A reunião que estabeleceu os prazos foi conduzida pelo promotor Lucas Schitini, após denúncias que apontavam irregularidades graves, como o uso de contratos temporários para funções permanentes, possível desvio da finalidade legal dessas contratações e a ausência de informações claras sobre os cargos existentes no município. O MP exigiu relatórios, dados individualizados, justificativas legais e a adequação da gestão às normas da administração pública, reconhecendo que o concurso público é o instrumento legítimo de acesso aos cargos efetivos.

Mesmo diante desse acordo institucional, a Prefeitura não cumpriu o prazo principal: a convocação dos aprovados.

Segundo denúncias enviadas ao Portal Já É Notícia, a gestão estaria, deliberadamente, segurando as nomeações para manter vínculos temporários e contratos políticos para não agravar a baixa popularidade da prefeita Edilza Alves.

Dados de uma pesquisa realizada pelo instituto Ibrape, divulgada em dezembro de 2025, revelam que Edilza Alves enfrenta rejeição majoritária da população: 51% de reprovação, contra apenas 46% de aprovação, com 3% de indecisos. O resultado coloca a gestão entre as mais mal avaliadas do Agreste alagoano e alimenta a tese de que o controle de contratos temporários se tornou um instrumento de sobrevivência política na gestão.

A contradição se torna ainda mais evidente quando se observa que a própria Prefeitura publicou, antes da divulgação da pesquisa, um decreto exonerando servidores comissionados e rescindindo contratos temporários em dezembro de 2025, alegando necessidade de ajuste fiscal e cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, após alerta do Tribunal de Contas do Estado.

Ou seja, ao mesmo tempo em que justificou cortes por excesso de gastos com pessoal, a gestão mantém travado o processo legal de nomeação dos concursados, que são justamente os servidores efetivos previstos em lei.

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