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Políticos e pais se unem contra a Progressão Parcial no Colégio Tiradentes em Alagoas

Por Política em Pauta 01/08/2025 09h09 - Atualizado em 01/08/2025 10h10
Por Política em Pauta 01/08/2025 09h09 Atualizado em 01/08/2025 10h10
Políticos e pais se unem contra a Progressão Parcial no Colégio Tiradentes em Alagoas
colégio tiradentes - Foto: Reprodução

Pais, alunos, professores e lideranças políticas estão mobilizados em Alagoas contra a implementação do sistema de Progressão Parcial (PP) no Colégio Tiradentes da Polícia Militar. A medida, tem gerado forte resistência por parte da comunidade escolar, que iniciou uma petição pública exigindo a suspensão da mudança pedagógica.

O movimento ganhou força nas redes sociais e também entre parlamentares, que denunciam a tentativa de impor um modelo que, segundo eles, compromete a qualidade do ensino.

O documento intitulado “Não à Progressão Parcial no Colégio Tiradentes – Pela Manutenção da Excelência Educacional” foi encaminhado ao Ministério Público de Alagoas, à Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e ao Comando da Polícia Militar. O documento afirma que a Progressão Parcial fere os pilares que sustentam a excelência do colégio, permitindo que alunos avancem de série mesmo com reprovação em até seis disciplinas, o que, segundo eles, resulta em uma formação deficiente.

A comunidade escolar sustenta que o modelo tradicional de ensino e avaliação do Colégio Tiradentes, com provas mensais, bimestrais, finais e rigor pedagógico, tem garantido resultados excepcionais, como primeiras colocações no Enem, IDEB acima da média estadual e conquistas em olimpíadas científicas. Para os manifestantes, alterar esse sistema é colocar em risco o que há de mais valioso na educação pública alagoana: uma escola disciplinada, meritocrática e altamente eficiente.

O deputado estadual Cabo Bebeto criticou a medida em pronunciamento, alegando que “a Secretaria de Educação quer empurrar goela abaixo” uma política que não respeita as especificidades do ensino militar. “O Colégio Tiradentes é o que mais dá certo em Alagoas. Por que mudar justamente o que funciona?”, questionou o parlamentar, alertando para os riscos de uma progressão artificial que, segundo ele, gera alunos mal preparados e desvalorizados no mercado de trabalho.

O vereador por Maceió, Leonardo Dias, também se posicionou contra a mudança, destacando que o Colégio Tiradentes é a “melhor escola pública de Alagoas”, com aprovações em cursos de Medicina, Direito e medalhas em olimpíadas. “O governo quer aplicar um modelo de fracasso numa escola que é exemplo", declarou o vereador.

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado da Educação defendeu a legalidade da Progressão Parcial, com base na Portaria nº 15.022/2021 e em diretrizes do Conselho Estadual de Educação. A Seduc afirma que a medida visa garantir o direito à educação e não compromete a qualidade pedagógica do colégio, mesmo sob gestão compartilhada com a Polícia Militar.

Apesar disso, a mobilização continua. Pais e professores argumentam que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) garante autonomia às escolas para decidir sobre métodos de avaliação e ensino. E, no caso do Colégio Tiradentes, a decisão da comunidade escolar é clara contra a Progressão Parcial.

Política em Pauta

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