Blogs
Ação do MPF quer que Prefeitura de Maragogi implemente em 90 dias plano de balizamento náutico
O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública contra o município de Maragogi, em Alagoas, exigindo a elaboração e implementação, no prazo máximo de 90 dias, de um plano técnico de balizamento náutico para as praias da cidade. O objetivo da medida é organizar o uso da faixa marítimo-costeira, proteger banhistas e preservar ecossistemas sensíveis da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, uma das mais importantes unidades de conservação do litoral nordeste brasileiro.
A ação, de autoria do procurador da República Lucas Horta, solicita ainda tutela de urgência, com previsão de multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento por parte do município. O plano de balizamento deve ser desenvolvido com o apoio da Capitania dos Portos de Alagoas e deverá delimitar áreas exclusivas para banhistas, corredores de acesso para embarcações, zonas de exclusão ambiental e trechos destinados a esportes náuticos. A proposta visa garantir um equilíbrio entre o uso turístico e a conservação ambiental da região.
A medida foi motivada por denúncias sobre a circulação desordenada de jet skis e embarcações na Praia de Antunes, onde não há demarcação entre áreas de banho e de navegação. Segundo o MPF, essa desorganização representa risco direto à segurança dos frequentadores e danos ao meio ambiente, especialmente aos recifes, pradarias marinhas e à fauna local, como o peixe-boi, espécie ameaçada de extinção.
Durante as investigações, foram reunidas informações do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Capitania dos Portos e do próprio município, que reconheceu falhas na fiscalização e a gravidade da situação. As praias mais afetadas pela ausência de regulamentação são São Bento, Centro, Ponta de Mangue, Barra Grande, Antunes, Bruna e Peroba, todas situadas na APA Costa dos Corais.
O MPF ressalta que, apesar de o município ter assumido em 2024 o compromisso de elaborar um plano de uso e ocupação das praias — conforme Recomendação formal do órgão —, nenhuma ação concreta foi tomada, mesmo após sucessivas prorrogações de prazo. O descumprimento levou à judicialização do caso.
A ação também pede a convocação da União e do ICMBio para atuarem como interessados no processo, além da inversão do ônus da prova em favor da coletividade. A base legal do pedido inclui a Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário (Lei nº 9.537/97), o Código de Defesa do Consumidor, a Lei da Ação Civil Pública (Lei nº 7.347/85) e o artigo 225 da Constituição Federal, que impõe ao poder público o dever de proteger o meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Política em Pauta
Informações sobre politica, com atualização diária, de forma dinâmica e prática.
Aqui você fica por dentro das principais notícias sobre a política brasileira, sobretudo a alagoana e o que ocorre em seus bastidores.
Um ambiente de comunicação inteligente dinâmica, imparcial, com entrevistas e espaço diálogo!
Últimas notícias
TRE-AL substitui mais de 20 urnas eletrônicas durante votação em Alagoas
“Se Flávio ganhar, esquerda vai alegar interferência americana”, diz Nikolas Ferreira
Duas pessoas ficam feridas após tiroteio em ônibus, em Maceió
Eleitor é detido após tentar filmar o próprio voto, em Maceió

