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Somente a economia destitui um presidente da república

Por Márcio Pedro 22/04/2022 11h11 - Atualizado em 22/04/2022 11h11
Por Márcio Pedro 22/04/2022 11h11 Atualizado em 22/04/2022 11h11
Somente a economia destitui um presidente da república
economia popular - Foto: google

Resultados de CPIs, inquéritos de investigação, ineficiência na educação e na saúde, casos de corrupção, nunca foram suficientes para derrubar um presidente da república de seu posto. O caso da Dilma não foram as pedaladas fiscais, causa oficial do seu processo de impeachment. Isso foi apenas o pretexto para uma causa maior, a economia em frangalhos, onde essa natureza econômica foi o real motor para sua destituição. O caso de Fernando Collor com inflação nas alturas, bloqueio do dinheiro do cidadão, foi outro motivo que a economia, e somente a economia foi capaz de mostrar a sua força de trocar de comandante geral de um país.

Foi assim com Fernando Collor, com Dilma Rousseff e será com Bolsonaro.

Somos, um país de terceiro mundo pouco industrializado e escolarizado, e que segundo os últimos dados do IBGE, temos 52 milhões de pessoas na pobreza e mais 13 milhões na extrema pobreza, que na minha visão pensam com barriga.

O seu Zezinho de um povoado no interior do nordeste, está pouco se importando para a macroeconomia do seu país. O que realmente faz brilhar os olhos do eleitor como ele é abrir sua geladeira, quando possui, e vê comida suficiente para alimentar sua prole com a garantia que na próxima semana será reposta uma nova alimentação no equipamento refrigerador, pois tem um emprego para isso. Essa é a chamada microeconomia ou mais popular “comportamento individual de consumidor e suas nuances no que se refere a poder de consumo”. Não que a macroeconomia não seja necessária, pois esta é a base estrutural para suas ramificações como é o caso da microeconomia, mas que a maioria dos brasileiros não querem, não sabem e não necessitam entender, pois transferem através do voto, para o candidato eleito conduzir essa demanda.

Por que, apesar dos grandes escândalos de corrupção, no governo Lula, a imensa maioria dos brasileiros consideram os seus dois mandatos como tempos de fartura e esperança , e que o mesmo em 2010 estava com uma popularidade de 87% de aprovação no fim seu primeiro mandato, segundo pesquisa do ibope, e com um grau de confiança de 95% entre todos os brasileiros batendo o recorde histórico como alguém que fez acontecer para melhorar avida de todos? Porque o torneio mecânico teve o timing de como a economia deveria e poderia favorecer a vida das pessoas.

A pandemia, lógico que atrapalhou os planos de Jair Bolsonaro no tocante a fazer um governo de lastro econômico sólido e factível com o seu ministro liberal Paulo Guedes, mas a pandemia não foi sozinha, suficiente para essa causa, uma vez que nunca se teve um plano econômico de governo elaborado para ser seguido, sempre foi tudo arranjado e no calor do momento como ainda é até hoje onde nunca conhecemos seu plano de governo, porque nunca existiu. Essa vulnerabilidade econômica e social somada as já conhecidas intempéries do presidente atual vão lhe cobrar um preço muito alto a ponto de poder lhes destronar de um cargo que necessita de sabedoria, planejamento e foco no que realmente importa para a pobre população brasileira no campo econômico: dinheiro no bolso e comida no prato. Na hora de votar, os eleitores mesmo que inconscientes, pensam nisso. Está bom para eu minha família com esse governo? Se sim, vamos repetir, se não, a troca é apropriada.