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Uma guerra onde todos perdem
No Brasil da desigualdade e dos valores deturpados todos os dias tombam negros e pobres vítimas da violência e do preconceito estrutural. Neste mesmo país dos paradoxos, todos os dias, tombam homens e mulheres em seus turnos de trabalho ou até mesmo em seus horários de folga.
Ao invés de nos colocarmos uns contra os outros talvez já tenha passado da hora de percebermos o que carregamos em comum: O alvo, e a chance de ser o próximo humano a virar estatística e estampar as páginas de notícias.
Não é tarefa das mais fáceis impedir que a dor e a revolta inundem os nossos corações com o desejo cego de vingança e de troco na mesma moeda, só quem já teve alguém querido levado pela violência sabe do que estou falando.
Usar a força estatal para causar ainda mais morte e violência, de forma premeditada e intencional não resolve em nada o nosso problema, não vai trazer o guerreiro de volta, muito menos vai impedir que todos os dias milhares de jovens ingressem no caminho do crime.
É preciso ter a coragem de pensar diferente e agir diferente, de não fazer da dor alheia palanque de promoção política. O dinheiro público tem que ser empregado na solução dos nossos problemas, no acolhimento das vítimas e não na propagação de discurso barato de ódio, seja de que lado for!
Bruno Euclides
Bruno Euclides: Arapiraquense e Alagoano na essência, oficial da PMAL, ex-presidente do ASA de Arapiraca e eterno inconformado com as injustiças.
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