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Para alimentar as castas é preciso cortar da educação!

18/11/2016 12h12
18/11/2016 12h12
Para alimentar as castas é preciso cortar da educação!
                 A PEC 241 (agora 55) acendeu um debate no seio da população brasileira, informados ou não, quase todos passaram a demonstrar preocupação com o orçamento do país e com as perspectivas de futuro que nos aguardam. Antes tarde do que nunca, e que não seja só mais um daqueles casos de fogo de palha.

            O tema alimentaria uma discussão sem fim, que com certeza fluiria bem mais em uma mesa de bar, pode ser de casa também, vai do gosto de cada um! O fato é que, independente de posição, é preciso respeitar a discordância. O Brasil já está tomado por ódio e sectarismo demais. Discordar não torna ninguém ignorante, ou burro. Ademais, é sempre bom lembrar o sem números de correntes e teorias econômicas, muitas antagônicas, umas implementadas outras não, umas com relativo sucesso e outras não, mas a maioria fruto de estudo, esforço e trabalho científico.

            Deixando um pouco de lado a discussão que é vedete no momento, alguém já parou para se informar, o mínimo que seja, sobre os nossos orçamentos locais para o ano que vem? Como anda a saúde financeira de municípios e estados que a Globo e a Abril não dão a menor trela? Num exercício rápido consegui ter acesso à alguns números e pude fazer um comparativo entre os orçamentos de 2016 e 2017, em linhas gerais. Vamos às fontes:

http://tribunahoje.com/noticia/191924/politica/2016/09/23/ale-explica-tramitaco-e-apresenta-numeros-do-orcamento-para-2017.html

http://www.seplag.al.gov.br/planejamento-e-orcamento/orcamento/lei-orcamentaria-anual-loa-2016/LOA_2016-04-13_completo%20-1.pdf

            Enquanto parcela da população está num verdadeiro embate defendendo ou condenando ocupações e a redução proporcional de investimentos em educação e saúde, o Governador Renan Filho, numa canetada só, tirou 85 milhões do orçamento da educação do Estado para o ano que vem. Em que pese os pequenos aumentos destinados a UNEAL e UNCISAL, a redução projeta um futuro nada fácil para a educação alagoana.

            Mas parece que a crise não atingiu o Tribunal de Justiça que viu seu duodécimo aumentar em quase 17 milhões de reais, idem o Ministério Público e o Tribunal de contas também com correções positivas. Nem preciso lembrar que para a nossa Assembleia Legislativa nunca existiu crise né? Mais 8 milhões em comparação ao ano de 2016.

            Na eterna crise em que vive o nosso Estado, o que você contribuinte acha do Fundo Especial De Comunicação Do Tribunal De Contas Do Estado De Alagoas R$ 600.000? E que tal gastarmos mais de 40 milhões em um fundo para modernizar o poder judiciário e míseros 5 mil reais para o fundo de modernização da agricultura?

            Eu não sei o que você, amigo contribuinte, pensa a respeito, mas eu entendo que medidas drásticas de redução de gastos públicos devem ser paulatinas, procurando proteger o potencial de investimento do Estado e os direitos sociais do contribuinte. Ao que parece o PMDB busca um caminho mais fácil, ao invés de buscar eficiência e priorizar investimentos e gastos sociais prefere colocar a conta nas costas do contribuinte. Além de gastarmos muito, gastamos mal e em áreas que não são prioridade para a maioria absoluta da população.