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Paulo Marcello

Paulo Marcello

Natural de São Paulo (SP), é radialista profissional desde 1988, animador de eventos, mestre de cerimônias e DJ. Reside em Arapiraca (AL), onde apura os bastidores da política alagoana.  

Tereza Nelma: “Mantenho minha independência e lutarei para preservar a democracia e os direitos humanos”

 

Reprodução/Medium

A eleição da professora e psicóloga Tereza Nelma recoloca no centro do debate os excluídos, discriminados, o racismo, o machismo, a violência contra a mulher e as minorias oprimidas. Tereza será a única mulher representando o povo de Alagoas no Congresso Nacional, a partir de fevereiro de 2019.

“Quem não entender que a democracia e os direitos humanos, como saúde, educação e emprego, são fundamentais para vencer a pobreza e a exclusão, vai continuar a ser enganado pelo velho assistencialismo, que impede o fortalecimento das associações e o desenvolvimento humano. Nossas minorias precisam de protagonismo e entenderam a importância da minha eleição”, afirma Tereza Nelma.

“Meu foco é lutar por essas minorias em Brasília. Para isso considero importante, independente de divergências com o PT, estar ao lado de Haddad em defesa das minorias e da democracia”, garante Tereza.

Tereza considera que essa ligação com os excluídos, além de muitas pessoas do bem, garantiram a força necessária para vencer os boicotes e o jogo sujo dos bastidores. Tentaram calar a voz de Tereza, impedindo ilegalmente que seus programas de rádio e TV aparecessem no guia eleitoral. Desrespeitaram até uma ordem judicial para fornecer o seu mapa de mídia, e outras informações básicas à Tereza. Fugiram todos para não serem localizados.

“Sem mídia, fui para o boca a boca, como já sei fazer. Não tive apoio de nenhum prefeito, o que mostra como são tratadas as políticas sociais em Alagoas. Tive apoio de muitas lideranças, com destaque para os conselheiros tutelares, que me levaram para interior do Estado. Houve candidato da minha coligação que cassava minhas bases, oferendo dinheiro ou ameaçando, para me deixarem. Em dois casos ele chegou a oferecer três milhões a um e dois milhões a outro, que não aceitaram. Houve, ainda, dois homens armados que invadiram meu comitê para quebrar os refletores da única foto que pude expor. Pouco depois, voltaram outros dois, armados e assaltaram várias pessoas, na frente do meu comitê. Comuniquei tudo à mídia e às autoridades”, conta Tereza.

Tereza revela ainda que não guarda ressentimentos, nem vai responder aos ataques pessoais que sofreu. “Mas os ataques políticos vou cobrar. E como políticos, eles foram derrotados pela ficha limpa que querem manchar”, completou.


 
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