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Clau Soares

Clau Soares

Arapiraquense; jornalista, graduada pela Universidade Federal de Alagoas. Pós-graduada em Comunicação Empresarial (Cesmac).É bacharel em Direito pela Uneal. Servidora efetiva da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), no cargo de jornalista, desde 2010. Hoje, mantém um instablog diário, o @blogdaclausoares, no qual destaca cenas, iniciativas e personalidades de Arapiraca.

Número de acidentes com motos em Arapiraca é alarmante

 

Arquivo/Já é Notícia

As perdas causadas pela condução imprudente ou negligente de motocicletas são relatadas diariamente pela imprensa, em Arapiraca e região. De leves escoriações à morte, os casos são semelhantes e, em geral, trazem graves conseqüências para a vida dos envolvidos. Apesar disso, o assunto é pouco discutido pela sociedade.
Os números por si só deveriam ser um alerta constante. Em 2019, o Hospital de Emergência do Agreste atendeu 11.450 vítimas de acidentes no trânsito, sendo 10.451 de quedas e colisões de motos. A média mensal é de 800. Ou seja, são mais de 26 atendimentos por dia.

Isso significa que há uma quantidade alarmante de pessoas sofrendo acidentes na cidade. O médico cirurgião Jean Rafael Rodrigues explica que os pacientes que recebem atendimento no Hospital de Emergência do Agreste, vítimas de quedas e colisões de motos, na grande maioria, apresentam traumatismo craniano, fraturas nos membros superiores e lesões extensas no corpo.

Pedro*, 20, entrou para a estatística. Em novembro do ano passado, ele estava pilotando uma motocicleta, no bairro Santa Edwirges, próximo ao shopping, quando colidiu contra outra motocicleta. O resultado foi uma fratura de fêmur, da clavícula e a perda do baço em virtude de uma hemorragia. Até o momento, ele continua de cadeira de rodas. No caso dele, a redução da mobilidade é temporária, mas em muitos casos, não.

De acordo com o Portal do Trânsito, entre 2009 e 2018, o Seguro DPVAT pagou 3,2 milhões de indenizações às vítimas de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas e ciclomotores. Deste total, quase 200 mil pessoas morreram nas ocorrências indenizadas. Outros 2,5 milhões de benefícios foram para vítimas que ficaram com algum tipo de invalidez permanente.

Homens, entre 20 e 39 anos, formam o perfil da maioria dos indivíduos que sofrem tais acidentes. As mortes não são raras, pelo contrário. O número de óbitos chamam a atenção de pesquisadores que se debruçam sob os altos números registrados pelos órgãos competentes. É uma questão social grave que impacta diretamente na saúde pública e que precisa de uma atenção constante pela busca de sua redução.

Para o médico Jean Rafael, os condutores de motos podem reduzir as estatística ao não ingerirem bebidas alcoólicas e também usarem equipamentos de segurança e capacetes, para minimizar o impacto e evitar lesões mais graves.

Importante também é refletir sobre a incipiente frota de transporte público em Arapiraca e região que, ao inexistir, obriga os indivíduos a adquirirem motocicletas para se deslocarem. Não seria a hora disso melhorar também?

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