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GALETERIA
Paulo Marcello

Paulo Marcello

Natural de São Paulo (SP), é radialista profissional desde 1988, animador de eventos, mestre de cerimônias e DJ. Reside em Arapiraca (AL), onde apura os bastidores da política alagoana.  

Esquema descoberto pela PF pode derrubar Luciano Barbosa da secretaria de Estado da Educação

Operação investigou fraude no transporte escolar em Alagoas e 13 pessoas já foram presas 

Imagem: Cortesia PF

Próxima etapa da investigação será a análise do material apreendido nesta terça-feira

A manutenção do vice-governador no cargo de secretário de Estado da Educação está cada vez mais difícil, após a ‘Operação Casmurros’ deflagrada nesta terça-feira (10) pela Polícia Federal (PF). Luciano Barbosa (MDB) decepcionou até mesmo o governador Renan Filho (MDB) e pode ser exonerado da pasta ainda nesta quarta-feira (11).

A Operação culminou na prisão de 13 pessoas, sendo 7 integrantes do quadro de servidores da Secretaria da Educação (Seduc). Os nomes não foram divulgados por que a Polícia pode chegar a pessoas com cargos mais altos, entre eles o próprio titular da pasta, já que seu suposto envolvimento no esquema não está totalmente descartado, de acordo com o delegado Jorge Eduardo Ferreira de Oliveira, que coordenou a ação.

"Não há nenhuma relação direta do secretário de Educação no esquema criminoso. Não temos isso demonstrado. Eu só posso chegar neste nível de afirmação quando eu tiver elementos, realmente, de convicção que me deixem tranquilo em fazer uma atribuição, uma imputação criminal neste sentido, mas neste momento não", disse.

O escândalo envolvendo o secretário e vice-governador põe em cheque a estratégia do partido em tentar vencer as eleições do ano que vem nos dois maiores colégios eleitorais do Estado, Maceió e Arapiraca, onde a legenda perdeu o pleito em 2016. Na capital, o MDB já começa a sentir os índices de rejeição crescerem e definir um nome para concorrer ao cargo de prefeito virou tarefa dificílima. Já no interior, qualquer nome ligado ao atual governo perderá intenções de voto, sobretudo do eleitorado mais jovem.

As investigações tiveram início em abril de 2019 após a Controladoria Geral da União (CGU) constatar fraudes de licitações em contratos com a Seduc para execução do serviço de transporte escolar da rede pública estadual. A investigação revelou desvios de verba do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação Básica (Fundeb).

De acordo com a PF, os processos administrativos que antecederam contratos celebrados com as empresas, que se revezaram entre 2017 e 2019, apresentam indícios de dispensa indevida de licitação, direcionamento da contratação, fraude e manipulação processual, sobrepreço, subcontratação irregular, pagamentos sem cobertura contratual e pagamentos sem documento hábil para liquidação e fraudes com superfaturamento na execução dos contratos, causando prejuízo estimado aos cofres públicos de mais de R$ 8 milhões, podendo superar R$ 21 milhões.

Convocação 
 
O escândalo desvendado pela Polícia Federal foi tema de discussão na sessão da Assembleia Legislativa (ALE), na tarde desta terça-feira (10). O deputado Tarcizo Freire (Progressistas) propôs que o convite ao secretário da Educação, aprovado na última semana, seja transformado em convocação. Os deputados querem que Luciano Barbosa dê explicações sobre o rombo milionário nos cofres públicos. 

"Diante dos últimos acontecimentos na Secretaria de Educação, venho, aqui, pedir que o convite aprovado por esta Casa Legislativa seja transformado em convocação após a operação realizada pela Polícia Federal nesta terça-feira. As denúncias apontadas pelas instituições são sérias e, portanto, precisam de respostas o quanto antes”, destacou. 




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