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Graziela Valeriano

Graziela Valeriano

Graziela Valeriano é Terapeuta Ocupacional, CREFITO-1 12632-T.O. Pós-graduada em Neuropsicologia Clínica; Pós-graduada em Educação no Ensino Estruturado para Autistas; Certificação Internacional Completa em Integração Sensorial; Endereços profissionais: Consultório Particular-Solution Center- Centro de Soluções Clínicas, Rua Marechal Floriano Peixoto, 200, Eldorado, Arapiraca. Telefone:3530-4372; Espaço TRATE-Reabilitação e Reintegração de Crianças com Autismo.

Seu filho anda na ponta do pé?


Quando as crianças estão aprendendo a andar, muitas passam algum tempo andando na ponta dos pés. Isso acontece porque o bebê ainda não está acostumado com o movimento, mas conforme a caminhada é aperfeiçoada, ele começa a andar com os pés inteiros no chão.

A maioria das crianças costumam conseguir andar com o pé inteiro no chão a partir dos 3 anos, mas algumas encontram dificuldade nesse processo. Se esse é o caso do seu filho, verifique o que pode estar acontecendo com um profissional.

Essa condição pode ser causada por: condições neurológicas, como a paralisia cerebral ou a distrofia muscular, fazem com que o músculo da panturrilha fique mais apertado ou mude a maneira como ele funciona. Isso torna difícil ou impossível para a criança colocar os calcanhares no chão.

Existem também condições ortopédicas, como o equinovaro congênito, também conhecido como pé torto, ou a apofisite do calcâneo, inflamação da placa de crescimento no calcanhar, que causam essa mudança nos pés ou pernas. Com isso, encostar o calcanhar no chão torna-se impossível ou até mesmo doloroso.

No entanto, algumas crianças que conseguem colocar o pé inteiro no chão preferem andar na ponta dos pés. Esse grupo também possui outras características comportamentais, como atrasos no desenvolvimento. Pode estar associado com transtornos autistas.

Depois, há crianças 100% saudáveis que persistem em andar na ponta dos pés. Isso é conhecido como andar idiopático, afeta 5 a 12% das crianças sem nenhuma condição e é diagnosticado com a exclusão de todos os outros tipos citados acima. A caminhada idiopática é a presunção de que a criança simplesmente criou o hábito de andar na ponta dos pés.

Pode haver também uma causa genética. Em alguns estudos, as crianças com andar idiopático também mostraram atrasos na fala, na linguagem e desafios com habilidades motoras e processamento sensorial, como dificuldade de equilíbrio e busca de movimento.

Não existe só uma maneira de tratar. Cada caso é um caso! Muitas vezes o tempo é o maior fixador, pois as crianças ficam mais pesadas e, consequentemente, tendem a colocar todo o pé no chão.

Mas calma, não ache que seu filho possa ter todas essas coisas antes de consultar uma equipe multiprofissional como terapeuta ocupacional, fisioterapeuta e médico ortopedista. Eles saberão indicar qual o melhor tratamento.

https://paisefilhos.uol.com.br/crianca/seu-filho-anda-na-ponta-do-pe-descubra-o-que-pode-ser/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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