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Renan Filho e Luciano Barbosa tentam maquiar escândalo da Arsal

Por Paulo Marcello 23/05/2019 07h07
Por Paulo Marcello 23/05/2019 07h07
Renan Filho e Luciano Barbosa tentam maquiar escândalo da Arsal
Ministério Público acusa ex-gestão da Arsal de criminosa - Foto: Imagem: programa cidadania
O governador Renan Filho (MDB) e o vice Luciano Barbosa (MDB) tentam apagar o incêndio após o escândalo na Agência Reguladora de Serviços Públicos de Alagoas (Arsal) e que derrubaram o ex-diretor, Lailson Ferreira Gomes. O Ministério Público do Estado (MPE) acusa a ex-gestão de organização criminosa que desviou R$ 12 milhões junto a uma empresa de fachada que supostamente fornecia mão de obra.

A Cooperativa de Transporte Complementar Intermunicipal de Passageiros (Coopervan) denuncia o esquema criminoso e solicita ao novo diretor da Arsal, Ronaldo Medeiros, informações detalhadas sobre o quadro de servidores da Agência. De acordo com a denúncia, o contingente não é suficiente para desenvolver as ações de fiscalização, o que favorece a atividade clandestina.

Mas o diretor da Coopervan, Marcondes Prudente, também contesta a indicação do ex-deputado estadual, Ronaldo Medeiros, para a presidência da entidade, alegando ilegalidade em sua nomeação. Ainda segundo Marcondes, o novo diretor da Arsal nomeou a própria irmã, Renata Sorah Medeiros, como conselheira e ordenadora de despesas, o que comprova ato de improbidade administrativa.

O promotor Jamyl Gonçalves pediu à nova direção da Arsal que encaminhe o organograma da autarquia, detalhando o número de cargos efetivos, providos e vagos por níveis: Elementar, médio e superior e área respectiva. Pede ainda informações sobre servidores que estejam cedidos a outros órgãos ou desviados de suas funções, identificando os órgãos para os quais foram enviados.

Em apenas nove meses a antiga gestão da Arsal firmou um contrato emergencial de uma empresa de fachada que atuava numa residência, em Coruripe, no valor de R$ 12 milhões. O promotor de Justiça, Sidrack Nascimento, classificou a Agência de organização criminosa que tinha como objetivo “dilapidar o erário”.