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Publicado Sábado, 09/06/2018 16:22 | Atualizado Sábado, 09/06/2018 16:29

Por: Tribuna Independente

Agricultor produz biogás com fezes de porco

Camponês de Coité do Nóia constrói biodigestor no quintal de casa com apoio de especialista para substituir gás de cozinha

Foto por: Davi Salsa

Em tempos de greve de caminhoneiros e constantes aumentos de combustíveis e do gás de cozinha, um agricultor da cidade de Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas, decidiu criar um biodigestor com a utilização de fezes de porco.

Casado e pais de três filhos, José Costa Albuquerque, de 39 anos, tem uma criação de suínos em sua propriedade rural, localizada na periferia da cidade.

Devido à grande quantidade de dejetos produzidos pelos animais, o agricultor teve a ideia de criar o biodigestor para transformar as fezes dos porcos em gás de cozinha.

No sistema usado pelo camponês, o esterco é colocado em uma caixa com capacidade de armazenar seis mil litros de dejetos.

José Costa revela que construiu o biodigestor com o apoio de um especialista, após orientação de um amigo.

No quintal da casa ele cavou um buraco com mais de um metro e meio de profundidade e 1,20 cm de diâmetro.

Dentro do espaço foi erguido o tanque principal com cimento, uma placa de metal e areia.

O biodigestor tem dois reservatórios para o abastecimento, onde serão colocados esterco e água, e o de descarga, num nível mais baixo do que o de entrada dos dejetos, por onde sai o biofertilizante.

No tanque principal, a caixa armazena o biogás que segue direto por um cano até a cozinha da residência.

O agricultor explica que no sistema também foram instalados filtros com canos PVC.
Todo o processo de fermentação das fezes e dejetos dura alguns dias. Os resíduos orgânicos produzem bactérias e, em seguida, é gerado o gás metano.

José Costa diz que o gás produzido em sua propriedade rural é limpo e não tem odor.

Um passo importante na construção do biodigestor foi a instalação de tubos até a parte interna da residência.

Na cozinha, o gás está interligado com o fogão para a família cozinhar os alimentos.

Da boca do fogão sai um fogo azul, uma chama forte, sem cheiro e sem o uso do botijão de GLP.

Para a construção de todo o sistema, em sua propriedade rural, José Costa explica que investiu cerca de R$ 2 mil.

O camponês lembra que, na semana em que aconteceu a greve dos caminhoneiros, o botijão de gás de 13 quilos chegou a ser vendido até R$ 80.

“Agora, com a criação do biodigestor, não tenho mais esse problema. Minha família está economizando dinheiro e tem gás a hora que precisar”, afirma.

Além de produzir gás de cozinha, o biodigestor ajuda na limpeza da pocilga e na preservação do meio ambiente.

Devido ao sucesso na produção do biogás, José Costa revela que seu próximo projeto será a compra de um gerador para transformar o gás metano em energia elétrica.

Atualmente, o agricultor tem uma criação com 23 suínos. Ele esclarece que as fezes dos animais já produzem o gás metano em sua pequena propriedade rural.

“Meu próximo passo será aumentar a granja, adquirir um gerador e produzir energia elétrica com o gás para uso doméstico e também das atividades na fazenda”, completou o camponês.
 
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