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Publicado Quarta-Feira, 16/05/2018 14:59 | Atualizado Quarta-Feira, 16/05/2018 17:17

Por: Redação

Empresário que postou vídeos comemorando o fim dos pardais é convocado pelo Conseg

Kleverton Ferreti é policial militar e deve prestar esclarecimentos sobre sua postura nos vídeos divulgados em seu Instagram

Foto por: Reprodução/Instagram

Kleverton Ferreti

O Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg) convocou o soldado PM Kleverton Ferreti para prestar esclarecimentos na próxima sessão do colegiado, agendada para a próxima segunda-feira (21), às 9h.

O militar é empresário e aparece em vídeos publicados nas redes sociais comemorando a decisão do juiz Manoel Cavalcante de suspender o funcionamento dos pardais e determinar o cancelamento das multas aplicadas.

Assim que recebeu as gravações, o vice-presidente do Conseg, Antônio Carlos Gouveia, instaurou uma reclamação com providência com o objetivo de apurar a conduta do militar. Na avaliação do conselheiro, no mínimo, o policial não poderia banalizar o assunto em questão.

"Convocamos o PM para prestar esclarecimentos. É a oportunidade que ele terá para explicar os motivos que o levaram a gravar um vídeo naquelas circunstâncias e celebrando a decisão de um magistrado. Ele não poderia banalizar o tema e a decisão do juiz", comentou Gouveia.

Segundo o vice-presidente do Conseg, o regimento interno da Polícia Militar proíbe atitudes semelhantes a esta, implicando em abertura de procedimentos de investigação disciplinar.

"A partir da oitiva do policial, vamos analisar se há condição de relevância. Caso seja confirmado pelos meus pares, vamos instrumentalizar um processo que, em caso de condenação, pode ensejar em suspensão das atividades, perda de parte dos salários do servidor ou outra medida até mais enérgica", explicou.

Nas redes sociais, Kleverton Ferreti fez uma publicação sobre a postura que tomou: 

"Inicialmente quero reiterar minha posição de discordância com o uso dos pardais. Não precisamos de uma indústria de multas, precisamos sim de medidas educativas para redução dos acidentes.

As sanções econômicas até são importantes e surtem o efeito educativo, mas precisam obedecer à legalidade, especialmente quando são geradas por máquinas que não possuem qualquer certificação de regularidade. Minha euforia postada nas redes sociais retratou exatamente a alegria da vitória do povo sobre as arbitrariedades desse mecanismo de multa.

De fato me Excedi e retirei o cinto de segurança para me levantar e fazer o vídeo no carro. Apesar de não estar dirigindo, o carro é meu e vou assumir perante os órgãos de trânsito a multa pelo descumprimento da norma.

Tenho consciência da minha importância como influenciador digital e quero usar isso em favor dos meus seguidores e amigos, provocando uma conscientização da necessidade de obediência às leis de trânsito".


Em um áudio também divulgado nas redes sociais, Kleverton Ferreti disse o seguinte:

“Eu errei porque levantei do banco do passageiro sem cinto de segurança, estou errado sim e tenho que pagar pelo meu erro. Estou errado e admito. Mas, a repercussão do meu vídeo não foi por causa da falta do cinto de segurança, foi porque eu mexi com os pardais, eu quis fazer uma brincadeira, mas acabei mexendo com coisa séria, com os pardais.

O meu vídeo, em 24 horas, deu mais de 70 mil visualizações, teve mais de 400 comentários me apoiando, comemorando a retirada dos pardais. Então, o que aconteceu, ficou uma propagando totalmente negativa para a Prefeitura de Maceió, pois foram investidos mais de R$ 10 milhões para comprar e instalar os pardais, que acabaram se perdendo por conta a sua retirada autorizada pela Justiça.

Aí, o que acontece, em ano político, de eleição, isso aí é uma retaliação política. Aproveitaram o meu erro, pegaram o ‘gancho’ no meu erro de ter levantado sem cinto no banco do passageiro e estão fazendo esse escândalo todo, para poderem dizer que tiraram os pardais e agora os maloqueiros vão andar sem cinto, ou seja, como se eu fosse um maloqueiro.

Mas, eu estou despreocupado, estou com minha consciência tranquila, a minha vida é um livro aberto, eu mostro o meu dia a dia, 24 horas, na internet, mostro minhas empresas, mostro minha família. Todo mundo sabe que eu sou uma pessoa do bem, que sou uma pessoa decente. Mas pegaram o ‘gancho’ no meu erro para fazer essa confusão toda porque a corda só arrebenta do lado mais fraco. Mas, eu estou tranquilo”.

Com informações da Gazetaweb
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