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Polícia

Publicado Quinta-Feira, 07/12/2017 13:22 | Atualizado Quinta-Feira, 07/12/2017 13:51

Por: Gazeta Web

PF apreende US$ 500 mil, prende PM e 'laranjas' de traficante durante operação

 

Foto por: Dárcio Monteiro

A operação desencadeada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (7) com o objetivo de desarticular uma quadrilha de lavagem de dinheiro e tráfico de drogas resultou na prisão de um policial militar de Alagoas. Identificado como Domingos Terêncio Correia, ele é parente de outros dois presos, que operariam uma academia de fachada em Maceió, e cunhado de Erik Ferraz, principal alvo da operação da PF e que morreu em confronto com a polícia. Em um imóvel da quadrilha, a PF apreendeu US$ 500 mil dólares.

O militar é irmão de Gabriela Terêncio de Souza, também detida durante a ação e esposa do traficante Erik Ferraz. Também foram presos mais um irmão de Gabriela, Diogo Terêncio Souza, e a mãe deles, Sílvia Rejane de Souza.

Além do dinheiro, propriedades e bens de luxo também estão ligados ao grupo. "O Erik tinha um patrimônio adquirido no nome da sogra, esposa, cunhados. Há uma casa de alto luxo adquirida em um condomínio em Maceió, outra na Barra da São Miguel, lancha, jet ski, veículos", explica o superintendente da PF em Alagoas, Bernardo Gonçalves.

Eles também seriam responsáveis pela administração de três empresas de fachadas, utilizadas para lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. São elas o bar Black Out pub, na Jatiúca, a pizzaria Moriah, localizada no Pouso da Garça, e a academia Premier Combate Fit, no bairro da Serraria.

A Polícia Federal suspeita da conexão internacional porque os maços de dinheiro encontrados indicam procedência estrangeira. Além disso, Erik também é filho de um traficante da Bolívia, que encontra-se foragido. O patrimônio total ligado a ele, que residia no Estado pelo menos desde o início de 2016, é avaliado em torno de R$ 8 milhões.

O traficante também estaria envolvido no assalto a um voo da Tam em 1996, quando foram levados R$ 6 milhões. Com diversas condenações, de acordo com a PF, ele foi apontado ainda como líder nacional de uma facção criminosa e utilizava uma identidade falsa.

"Recebemos informações iniciais a respeito de suspeitas que recaiam sobre esse indivíduo por conta da quantidade de bens que vinha adquirindo. Verificamos quem ele era e a partir disso desencadeamos a operação com o objetivo de prender todos que estivessem vinculados aqui em Maceió e evitar uma fuga, porque já era um indivíduo caracterizado por isso", explica o superintendente.

Suspeito morto

Erik foi morto em uma troca de tiros com a polícia após reagir à operação, batizada de "Duas Caras". A ação contou com o apoio do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e da Radiopatrulha e cumpriu mandados de prisão, de busca e apreensão e de condução coercitiva, expedidos pela 17ª Vara Criminal da Capital..

O suspeito ainda foi socorrido e levado ao Hospital Geral do Estado (HGE), no Trapiche da Barra, em Maceió, mas não resistiu. Ele utilizava a identidade falsa em nome de Bruno Augusto Ferreira Júnior, e vinha atuando como empresário na capital alagoana.



 
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