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Publicado Sexta-Feira, 14/07/2017 11:03 | Atualizado Sexta-Feira, 14/07/2017 11:06

Por: MSN

Monica Iozzi revela assédios sofridos em Brasília na época do 'CQC'

 

Foto por: Reprodução/Abril Cominicações S.A.

No “Conversa com Bial” desta quarta-feira (12), Monica Iozzi comentou detalhes do processo que sofreu do ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e explicou por que não aceitou fazer um acordo financeiro no meio dos trâmites legais. “Não tinha por que, eu lembro de ter uma sensação real de que não falei nada de errado“.

“Foi um post”, lembrou a atriz, referindo-se a uma postagem que fez no Instagram. “O ministro deu um habeas corpus para o médico Roger [Abdelmassih], condenado a mais ou menos 200 anos de prisão porque teve 40 estupros comprovados. Eu, como mulher… Aquilo me indignou de uma maneira… E foi na mesma época que surgiram casos de estupros coletivos. As mulheres passando por tantas coisas, meninas sendo estupradas, o ministro vai e dá habeas corpus para esse cara? Então, você vendo uma situação daquelas… Não me contive, fiz o post.”

O processo aberto por Gilmar Mendes foi por calúnia e difamação. Segundo Monica, ele chegou a sugerir que ela apagasse o post, fizesse um novo de retratação se desculpando, com a mesma visibilidade, e doasse R$ 15 mil em cestas básicas para uma instituição de caridade de Brasília. Ela se recusou.

“Li aquilo e falei ‘Não!’. Perdi o processo, R$ 30 mil, mais as custas, deu R$ 38 mil. Não sou rica, R$ 38 mil não é nem de longe pouco dinheiro para mim, mas se tem coisas que você tem certeza, vai até o fim”, disse. “Eu vendo meu apartamento, mas não faço acordo com esse homem. Não é justo o que ele fez.”

A argumentação que a declarou culpada deixou Monica surpresa. “A justificativa do juiz que me condenou foi que me pegou. Foi a seguinte: ‘Monica Iozzi, como figura pública, tem de usar sua liberdade de expressão com responsabilidade’. A palavra liberdade já não deixa claro que você pode se expressar como quiser? A menos que esteja sendo preconceituoso, cometendo um crime, como racismo?”, questionou.

Assédios em Brasília

Monica também falou sobre a época em que trabalhou em Brasília pelo “CQC” e revelou que o clima por lá é pesado. “Tem que saber lidar com cantadas pesadas de lá. Muitas vezes, eles usam o assédio sexual como assédio moral, entende? ‘Quem é você, gostosinha?’ Ficam tentando colocar a mão em você. Você tem que se colocar muito”, afirmou.
 
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