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Polícia

Publicado Sexta-Feira, 17/04/2015 19:11 | Atualizado Quarta-Feira, // :

Por: Redação

Delegado paulista publica texto sobre o caso de idosa de 73 anos agredida por homossexual

 Delegado Fernando Santiago não participou do caso, mas fez questão de expor sua opinião

Foto por: Reprodução / Facebook

Delegado Fernando Santiago

O Delegado Fernando Santiago, titular do 4º DP de Guarulhos, em São Paulo, publicou em sua pagina pessoal no facebook um texto expondo sua opinião sobre o caso do homossexual Charleston, acusado de tentar matar uma idosa de 73 anos no último dia 10 de abril.

Confira a publicação na íntegra.

Somos todos Verônica? Eu não!

No dia 10/04 o Sr. Charleston, conhecido como Veronica, tentou matar à pauladas a idosa Laura, de 73 anos de idade. Repito: 73 anos de idade. Na oportunidade, ele também agrediu os policiais militares que o detiveram, e ainda, agrediu outros dois homossexuais, sendo um deles um transexual conhecido como BEATRIZ.

Por este motivo, Charleston (ou Veronica) foi preso em flagrante por homicídio tentado. Dois dias após, no dia 12/04, o carcereiro, ao abrir a cela onde estava o sr. Charleston, foi atacado e teve a orelha arrancada por este à dentadas. Houve luta corporal e foi preciso o uso de força física para fazer cessar a conduta de Charleston.

Toda esta toada, resultou no seguinte cenário:

a) A idosa Laura, de 73 anos, permaneceu internada para tratar os traumas no crânio.

b) O carcereiro, teve que ser internado e passou por cirurgia para reconstrução de sua orelha (sem sucesso) e;

c) O senhor Charleston, conhecido como Verônica, teve o rosto machucado pela intervenção dos policias que o contiveram.

Seria mais uma estória de violência de nossas cidades, se não fosse um detalhe: Hoje, alguns movimentos de esquerda e de defesa LGBT estão se manifestando em defesa de Verônica e lançaram a campanha: "SOMOS TODOS VERÔNICA"! Até a revista de esquerda FORUM, se manifestou em apoio ao transexual. Enquanto isso, esses mesmos não demonstram qualquer preocupação a respeito do carcereiro que perdeu a orelha ou da idosa que quase foi morta à pauladas. Outra coisa que causa perplexidade é que também não se importaram com o transexual que tentou salvar a idosa e é conhecido como Beatriz, o qual também foi agredido e machucado.

Notem que a revista Forum, alguns militantes de esquerda e alguns grupos em defesa do movimento LGBT preferiram se preocupar em defender o transexual que tentou MATAR a idosa ao defender o transexual que tentou SALVAR a vida da idosa e se machucou. Defendem mais o transexual que tentou ser HOMICIDA, do que o transexual que tentou ser HERÓI. Além, é claro, como já foi dito, de não se preocupar com a idosa ou o carcereiro que perdeu a orelha. Claro que não! Eles sempre estão preocupados em achar uma vítima da Polícia ou da Sociedade branca cristã e heterossexual, se aproveitando nojentamente, assim, do vitimismo alheio de quem eles convencem ser oprimidos.

A revista mentiu em falar que Charleston teve o cabelo raspado, pois ele usava peruca. A revista também mentiu em dizer que Charleston foi despido, pois este estava nú quando atacou a idosa (segundo o próprio "depoimento" desta).

Eu já me acostumei com a total falta de apoio e da inversão de valores que os policias sofrem neste país, motivo pelo qual, não me surpreendeu muito o total abandono do policial que perdeu a orelha. O que me surpreendeu neste caso foi que, além do policial, ninguém se preocupou em saber o estado de saúde de uma idosa de 73 anos, que poderia ser mãe ou avó de muitos dos que estão lendo este texto.

Isso tudo só demonstra o quanto nossa sociedade está doente e influenciada por movimentos preocupados em defender apenas membros de minorias, sejam qual for a situação em que eles se encontrem, estando eles certos ou não, sejam eles criminosos ou não. Estes movimentos não defendem todos os humanos, mas apenas alguns humanos: os que pertencem a grupos vulneráveis e taxados oprimidos.

Então, porque usar a nomenclatura "direitos humanos"? Vivemos uma época em que se preocupam, primeiramente, com as peculiaridades de cada um e não com os seus atos praticados. Investiga-se, antes de tudo, se a pessoa que se envolve em algum evento, pertence a algum grupo vulnerável, o que caso se concretize, passa a dar a esta pessoa uma presunção de isenção de culpa e um status de oprimido. Se a outra parte for policial então, a presunção é inversa.

O criminoso Charleston, deu lugar à vítima Verônica. Numa absurda inversão de valores, deixam de se preocupar com as ações que Charleston praticou e passam a se preocupar com as ações que Verônica sofreu. Esquecem-se do criminoso e passam a enxergar o transexual, como se isso importasse, afinal de contas, criminoso é criminoso, seja ele gay ou heterossexual.

A ação praticada pelo agente não interessa mais, mas sim se este possui certas características pessoais como ser negro, homossexual, favelado e a maior delas: NÃO SER POLICIAL, pois nesse caso, a presunção é invertida e envereda sempre para a culpa.

A Polícia não é contra gays e transexuais. A Polícia é contra criminosos.

Eu não sou contra gays e transexuais. Apenas sou a favor de gays e transexuais corretos, que neste caso é a esquecida BEATRIZ, abandonada por seus próprios pares.
 
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