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Sigam-me os CONCURSEIROS!

Sigam-me os CONCURSEIROS!

Sou Anderson Pereira, Graduado em Letras e formando em Direito pela UNEAL, pós-graduando em Direito do trabalho, Processo do trabalho e Previdenciário pela Estácio, oito anos de experiência docente em língua portuguesa, funcionário público federal pelo DNIT, professor de português e proprietário do curso preparatório ESTUDEANTES.

CESPE (PMAL) x IBFC (PMSE): ambas têm entendimentos afins?

 Este texto mostra a necessidade de uma análise do perfil de cada banca antes de iniciar um estudo direcionado a um certame.

Ser concursado é um sonho que muitas pessoas esperam alcançar rapidamente, principalmente devido à crise que assola nosso país. O desemprego constante e a instabilidade no setor privado contribuem para essa demanda de concurseiros “à procura da felicidade”. O único ponto é o seguinte: muitos se inscrevem, estudam,  mas não alcançam o êxito necessário, então o que deve ser feito para um melhoramento no resultado final?

A prática de questões é o foco principal que deve ser mantido durante todo o tempo que você dedicar ao estudo para concurso. Um cronograma, que estabeleça metas diárias, também é bastante válido, pois ajuda a disciplinar a mente e tem como consequência uma constante e habitual ação que contribuirá para a aprovação.

O que muita gente não valoriza, ora porque não sabe, ora porque não acha necessário, é o estuda da banca. Todos sabem que quem organiza um certame é uma empresa; esta é responsável por todos os detalhes que envolvem a aplicação da prova. Cada banca tem um estilo próprio, e isso é o que mais complica a vida do estudante. Existem bancas liberais, também há aquelas mais conservadoras, e essa discrepância pode estar envolvida nas mais diversas disciplinas.

Quanto ao Português, disciplina pertencente ao rol das humanas, temos um exemplo básico e interessante.  Existe uma regra, dentro da Concordância verbal, que diz o seguinte: Sujeito simples formado por expressão partitiva + substantivo no plural, o verbo fica no singular ou no plural”. Esta regra é usada por várias bancas, principalmente pelo CESPE, conforme questão abaixo.

Ano: 2016  Banca: CESPE  Órgão: ANVISA  Prova: Técnico Administrativo

"Ao combater a febre amarela, Oswaldo Cruz enfrentou vários problemas. Grande parte dos médicos e da população acreditava que a doença se transmitia pelo contato com as roupas, ...”

A forma verbal “acreditava” está flexionada no singular para concordar com a palavra “parte”, mas poderia ser substituída sem prejuízo à correção gramatical pela forma verbal acreditavam, que estabeleceria concordância com o termo composto “dos médicos e da população”.

A questão está correta, pois ela explica a regra de forma clara e coerente. Já a IBFC tem uma abordagem divergente. Por ser um pouco conservadora, adota, dentro desta regra, um entendimento diferente: o verbo fica apenas no singular, segundo o que consta no quesito abaixo.

Ano: 2016  Banca: IBFC  Órgão: Câmara Municipal de Araraquara – SP  Prova: Assistente de Departamento Pessoal

Assinale a alternativa que completa a lacuna.

A maioria dos funcionários______ feliz com a indicação do novo gerente, (estar)

a) Está       b) Estão     c) São     d) Estavam 

Esta questão aborda a mesma regra da anterior, porém aceita, como correta, apenas a letra A. O adjetivo “feliz”, que vem logo após a lacuna, já dá uma noção da resposta, mas fica a ciência de que se fossem aceitas as duas opções (verbo no singular ou plural), como a banca CESPE ratificou, seria passível de anulação.

Um bom estudo de banca define o que você precisa conhecer sobre a prova. Pequenos detalhes podem aprová-lo ou reprová-lo.

Se você se considera um bom concurseiro mas não sabia isso, sinto muito, melhor rever seus conceitos acerca do assunto, pois a aprovação não é só uma questão de tempo ou de esforço próprio, mas sim de detalhes.

 

Vamos à luta!!!

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