Arapiraca
+22° c
Banner Whats App - Já é Notícia
Sérgio Nicácio Lira

Sérgio Nicácio Lira

 Sérgio Nicácio Lira. Bel em Direito pelo Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC), extensão Arapiraca, no ano de 2009. Servidor Público do Tribunal de Justiça de Pernambuco (Oficial de Justiça) . Seguidor e Discípulo de Jesus, o Cristo. Estudante da palavra de Deus.

Jesus, o Semeador Divino

 

Olá, amigos! Graça, paz e bem da parte de Jesus de Nazaré. É com prazer que estamos aqui para mais um encontro. Agradeço a Deus pela sua infinita bondade para conosco e aos irmãos em Cristo que nos acompanham nesse singelo blog. No encontro de hoje vamos falar sobre Jesus, o Semeador Divino. Usaremos como base para nossa reflexão a parábola do semeador que se encontra no livro de São Lucas, capítulo 8, versículos de 4 a 15. Diz assim a palavra de Deus:

“Ora, ajuntando-se uma grande multidão, e vindo ter com ele gente de todas as cidades, disse Jesus por parábola: Saiu o semeador a semear a sua semente. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; e foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre pedra; e, nascida, secou-se porque não havia umidade. E outra caiu no meio dos espinhos; e crescendo com ela os espinhos, sufocaram-na. Mas outra caiu em boa terra; e, nascida, produziu fruto, cem por um. Dizendo ele estas coisas, clamava: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Perguntaram-lhe então seus discípulos o que significava essa parábola. Respondeu ele: A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros se fala por parábolas; para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam. É, pois, esta a parábola: A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que ouvem; mas logo vem o Diabo e tira-lhe do coração a palavra, para que não suceda que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; mas estes não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, mas na hora da provação se desviam. A parte que caiu entre os espinhos são os que ouviram e, indo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, riquezas, e deleites desta vida e não dão fruto com perfeição. Mas a que caiu em boa terra são os que, ouvindo a palavra com coração reto e bom, a retêm e dão fruto com perseverança”.

Antes de começarmos a meditar sobre os elementos dessa passagem da Bíblia, vamos esclarecer um ponto importante que pode passar despercebido. Se você leu essa passagem com atenção, eu sei que leu, vai perceber que após Jesus terminar de falar com a multidão, os seus discípulos o interrogam sobre o significado das coisas que ele acabara de falar. É quando Jesus responde o seguinte para eles: “A vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros se fala por parábolas; para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam”. Isso é curioso, não é? Perceba que o próprio Jesus deixa claro que falava por parábolas para que ninguém compreendesse aquilo que ele estava dizendo. A pergunta é: por que será que Jesus usava desse tipo de ilustração, se ninguém compreendia o que ele falava? Na verdade, o que está acontecendo aqui é o seguinte: desde o início de seu ministério, como podemos perceber nos sete primeiros capítulos desse livro de Lucas, Jesus falava abertamente para a multidão sobre quem ele era e sobre o caminho que Israel deveria seguir, ou seja, ele anunciou ser o filho de Deus e por isso, Israel deveria recebê-lo como sendo o Messias anunciado por João Batista e pelos profetas, mas o que aconteceu foi justamente o oposto, o povo o rejeitou. Inclusive, no capítulo 4 desse mesmo evangelho, Lucas narra uma passagem em que Jesus é rejeitado em sua própria cidade (Nazaré). Por isso, Jesus ao perceber que o povo não o recebera, começou a usar das parábolas como uma forma de rejeitar aquelas pessoas que não creram que ele era o filho do Deus vivo, cumprindo-se aquilo que as escrituras dizem: “Veio para os que eram seus, mas os seus não o receberam” (Jo 1:11). “Aquele que me negar diante dos homens, eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus” (Mt 10:33). Portanto, as parábolas serviam como forma de ocultar os mistérios do Reino de Deus para os que não creram nele.

Feita essa explanação inicial, passemos para os elementos contidos na parábola. Ao menos três informações precisam ficar claras, antes de entendermos toda a história. São elas: quem é o Semeador; o que é a semente; quem são os tipos de solo que Jesus menciona. O Semeador é Jesus; a semente é a palavra de Deus; os tipos de solo são os corações das pessoas. Partindo disso, a parábola começa a ficar mais clara para nosso entendimento. Continuemos...
A Bíblia diz que o semeador saiu a semear, isto é, que Jesus saiu a levar a palavra de Deus, e quando estava semeando, a semente (palavra) caiu em diferentes tipos de solo, ou seja, em diferentes tipos de coração, a saber, quatro tipos, são eles:

O primeiro tipo de solo é o que está à beira do caminho, onde a semente (palavra) é pisada e as aves do céu a comem. Aqui, Jesus está falando daquele tipo de pessoa que vai à igreja, ouve a ministração do evangelho, mas seu coração é tão duro que a semente não consegue sequer penetrar nele, ficando totalmente exposta na superfície, sem qualquer proteção, por isso, facilmente ela lhe é roubada. São as pessoas que não conseguem crescer espiritualmente, são indiferentes ao Reino de Deus, elas até vão à igreja, ouvem a palavra, mas por algum motivo, a semente não consegue guarida em seus corações. Por isso, o inimigo a rouba deles com facilidade.

O segundo tipo de solo é aquele que é macio, mas dentro dele existe uma camada de pedras escondidas, uma grande barreira que impede a semente de ser irrigada, de receber água. Esse tipo de ouvinte da palavra de Deus é um pouco mais aberto ao ensinamento da palavra de Deus, inclusive, a semente até penetra no solo, em seu coração, tornando-se uma pequena planta, mas que por não receber nutrientes suficientes, acaba morrendo. Ela não consegue dar frutos, pois na medida em que vai crescendo, evoluindo, vai necessitando de mais água, de mais nutrientes, todavia, as pedras daquele solo não permitem que a planta crie raízes profundas, por isso, não têm acesso à fonte de água viva e acabam morrendo em pouco tempo. Aqui, Jesus está falando daquelas pessoas que recebem a palavra com alegria, ficam entusiasmadas, mas não deixam a palavra de Deus penetrar profundamente em seu coração, aí, quando vem uma tempestade ou qualquer tipo de turbulência na vida delas, acabam se desviando do caminho, pois não têm raízes profundas. São os crentes superficiais, são aquelas pessoas que acreditam no evangelho do bem-estar, no evangelho da prosperidade, que acham que suas vidas vão ser sempre alegres, por isso, não se preparam para os dias de sol forte. Aí, quando o sol causticante lhes alcança, elas por não terem raiz profunda, acabam morrendo desidratada.

O terceiro tipo de solo é aquele em que a semente cresce junto com os espinhos, e, por isso, acaba sendo sufocada por eles. Espinhos, segundo a explicação de Jesus, versículo 14, são os cuidados, as riquezas e os deleites dessa vida, são os obstáculos que impedem o fruto de amadurecer. Portanto, o que Jesus nos alerta aqui é que devemos ter cuidado com os desejos e as riquezas desse mundo, pois essas coisas são concorrentes do Reino de Deus, e acabam nos afastando do espírito do evangelho, que é justamente o oposto disso. Por isso, Jesus disse: “Quem quiser salvar a sua vida perdê-la-á; e quem perder a sua vida por minha causa achá-la-á” (Mt 16:25). Jesus está falando das pessoas que estão na igreja, mas que seus corações estão cheios de espinhos desse mundo, pois se deixam seduzir por prazeres mesquinhos e acabam trocando a glória do Reino de Deus por algum punhado de riquezas e deleites para esta vida. Para esse tipo de pessoa, o seu tesouro não é a palavra de Deus, mas sim sua posição social e seus bens. Todavia, Jesus adverte-as da seguinte forma: “o que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma” (Mc 8:36).

Por último, Jesus fala do quarto tipo de solo, que é aquele que retém a semente e produz frutos a todo tempo, a cem por um. Isto é, dos seus verdadeiros discípulos, que são aqueles que ouvem a sua palavra e se deixam ser transformados por ela, retendo-a em seu coração, dando frutos, a cem por um. Nesse momento, Jesus está falando de seu verdadeiro discípulo, do verdadeiro cristão, que é aquele que deixa seu coração livre para que o Semeador plante a verdadeira palavra. Afinal, Jesus sabe que, por natureza, todos têm um coração cheio de espinhos e pedras e que somente Ele (o Semeador) é capaz de nos preparar para recebermos a boa semente. Por isso, ele diz: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo”. (Ap 3: 20).

O verdadeiro discípulo produz frutos em qualquer situação, não somente nas horas alegres. Isso não é por causa dele, mas por causa do Semeador que plantou a boa semente e do Espirito Santo que é quem a rega constantemente em nossos corações, produzindo os seguintes frutos: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei. (Gl 5:22-23).

Assim irmão, com base nessa parábola, cada um deve avaliar como anda o seu coração, pois cada um de nós que somos ouvintes da palavra de Deus vai se encaixar em um desses tipos de solo. Então, eu te pergunto, qual o tipo de solo é o seu coração? Caso você se enquadre nos três primeiros tipos de solo, é porque você é apenas um religioso que houve a palavra de Deus, mas se você é do quarto tipo de solo, é porque você é um díscipulo de Jesus que produz frutos permanentemente e sem medidas, a cem por um. Cada um examine-se a si mesmo (Gl 6:4).

Até o próximo. Um grande abraço. Não deixe de fazer seu comentário, coloque seu nome e dê sua opinião sobre o texto. Fiquem com Deus.

Conhecerás a verdade, e a verdade vos libertará (Jo 8:32)

Sérgio Nicácio Lira
 
  DEIXE SEU COMENTÁRIO

“Os comentários abaixo não expressam a opinião do Portal Já é Notícia, que não se responsabiliza pela declaração do leitor.”

©Todos os direitos reservados - 2017
Agência Lúmen